﻿{"id":4012,"date":"2021-05-11T12:02:55","date_gmt":"2021-05-11T15:02:55","guid":{"rendered":"http:\/\/geoparkararipe.urca.br\/?p=4012"},"modified":"2021-05-11T12:02:55","modified_gmt":"2021-05-11T15:02:55","slug":"sitio-caldeirao-palco-de-um-dos-maiores-massacres-do-brasil-devera-ganhar-memorial-no-crato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/geoparkararipe.urca.br\/?p=4012","title":{"rendered":"S\u00cdTIO CALDEIR\u00c3O, PALCO DE UM DOS MAIORES MASSACRES DO BRASIL, DEVER\u00c1 GANHAR MEMORIAL NO CRATO"},"content":{"rendered":"<div class=\"m-l-article__thumbnail m-u-container-hg-lg\">\n<figure><figcaption class=\"m-u-text-sans m-u-mt-2 m-u-px-3 m-u-text-sm m-u-line-height-tight m-u-color-gray-600\">\n<div>\n<h2 class=\"m-l-article__subheading \">Espa\u00e7o preservar\u00e1 a hist\u00f3ria da comunidade que foi, h\u00e1 84 anos, bombardeada pelas For\u00e7as Armadas. Local tamb\u00e9m se tornar\u00e1 unidade de conserva\u00e7\u00e3o e geoss\u00edtio do Geopark Araripe<\/h2>\n<div class=\"m-l-article__thumbnail m-u-container-hg-lg\">\n<figure>\n<div class=\"m-b-media m-b-media--image m-u-ratio-16by9\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/image\/contentid\/policy:1.3084058:1620677952\/igreja.jpg?f=16x9&amp;h=720&amp;q=0.8&amp;w=1280&amp;$p$f$h$q$w=8c04a2e\" alt=\"foto igreja\" data-src=\"\/image\/contentid\/policy:1.3084058:1620677952\/igreja.jpg?f=16x9&amp;h=720&amp;q=0.8&amp;w=1280&amp;$p$f$h$q$w=8c04a2e\" \/><\/div>\n<\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"m-u-mb-1\"><span class=\"m-u-text-bold\">Legenda:\u00a0<\/span>A Igreja de Santo In\u00e1cio de Loyola ainda permanece em p\u00e9 no Caldeir\u00e3o da Santa Cruz<\/div>\n<div class=\"m-u-mt-1\"><span class=\"m-u-text-bold\">Foto:\u00a0<\/span>Antonio Rodrigues<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"m-l-article__inner m-u-display-flex-lg m-l-article__inner--sidebar m-u-pt-4 m-u-pb-4 m-u-container-lg m-u-container-hg-lg\">\n<div class=\"m-l-article__tools m-u-mb-3 m-u-mb-0-lg m-u-width-24-lg\">\n<div class=\"m-c-tools m-c-tools--social u-m-display-flex m-u-direction-col-lg m-u-width-32 m-u-width-auto-lg m-u-justify-between h32-lg\">\n<div class=\"m-u-width-6 m-u-heigh-6\"><\/div>\n<div class=\"m-u-width-6 m-u-heigh-6\"><\/div>\n<div class=\"m-u-width-6 m-u-heigh-6\"><\/div>\n<div class=\"m-u-width-6 m-u-heigh-6\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"m-l-article__content \">\n<p>H\u00e1 84 anos, no dia 11 de maio de 1937, as For\u00e7as Armadas e a Pol\u00edcia Militar do Cear\u00e1, sob ordem do Governo Federal, invadiram a comunidade do\u00a0<strong>Caldeir\u00e3o da Santa Cruz<\/strong>, em Crato. Parte dos seus moradores foram mortos e os sobreviventes expulsos de suas\u00a0terras. Seu l\u00edder, o beato Jos\u00e9 Louren\u00e7o, e seus seguidores fugiram.\u00a0Este\u00a0s\u00edtio,\u00a0localizado\u00a0a 33 quil\u00f4metros da sede do munic\u00edpio,\u00a0que foi palco de um dos mais\u00a0<a href=\"https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/editorias\/regiao\/historico-caldeirao-da-santa-cruz-mostra-sinais-de-abandono-1.2103497\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">importantes\u00a0epis\u00f3dios da\u00a0hist\u00f3ria cearense<\/a>,\u00a0<strong>dever\u00e1 ganhar um memorial<\/strong>, como planeja a Secretaria de Cultura do Munic\u00edpio.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma d\u00edvida que os gestores do Cariri, especialmente do Crato, t\u00eam. Precisamos criar uma refer\u00eancia, um espa\u00e7o de conserva\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o do que foi o Caldeir\u00e3o. N\u00e3o se pode deixar que essa mem\u00f3ria se perca\u201d, justifica o secret\u00e1rio de Cultura de Crato, Amadeu de Freitas.<\/p>\n<p>O projeto da pasta \u00e9 que, dentro do espa\u00e7o do Caldeir\u00e3o, seja feita um<strong>\u00a0circuito<\/strong>, conhecendo os patrim\u00f4nios que ainda permanecem de p\u00e9, como a\u00a0Igreja de Santo In\u00e1cio de Loyola e\u00a0as ru\u00ednas da casa do beato Jos\u00e9 Louren\u00e7o.<\/p>\n<blockquote class=\"blockquote m-u-py-4 m-u-px-2 m-u-text-2xl m-u-text-sans m-u-display-flex m-u-direction-col m-u-text-center\">\n<div class=\"m-u-text-bold color-accent m-u-text-6xl m-u-line-height-none\"><\/div>\n<div class=\"blockquote__text m-u-color-gray-600\">Quem tem interesse na hist\u00f3ria do Caldeir\u00e3o, tem interesse de ver o local. A rela\u00e7\u00e3o com o ambiente, com aquele espa\u00e7o. Tem poucas ru\u00ednas, mas ir ao local \u00e9 outra sensa\u00e7\u00e3o\u201d<\/p>\n<div class=\"m-u-mt-3\">\n<div class=\"m-u-text-xl m-u-text-bold color-accent m-u-line-height-none m-u-text-uppercase\">AMADEU DE FREITAS<\/div>\n<div class=\"m-u-text-lg m-u-line-height-none m-u-mt-2\">Secret\u00e1rio de Cultura de Crato<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<h2>INVESTIMENTOS<\/h2>\n<p>Para isso, a Secretaria trabalha para conseguir recursos. \u201cIsso depende de investimento, mas \u00e9 poss\u00edvel. Al\u00e9m disso, precisamos melhorar as condi\u00e7\u00f5es de acesso at\u00e9 l\u00e1\u201d<\/p>\n<p>L\u00e1, vizinho \u00e0 Igreja, h\u00e1 um pr\u00e9dio constru\u00eddo pela prefeitura na \u00faltima d\u00e9cada que serve de apoio durante a Romaria, em setembro, e que poder\u00e1 ser aproveitado. \u201cTalvez seja adaptado. Vamos tentar uma parceria com a Secretaria de Cultura do Estado e a Urca [Universidade Regional do Cariri]. A academia deve ter uma contribui\u00e7\u00e3o\u00a0muito grande, porque um projeto desse requer uma pesquisa\u201d, acredita o gestor.<\/p>\n<p>Esse levantamento deve ter in\u00edcio ainda este ano, enquanto o memorial\u00a0depende de recursos. Al\u00e9m disso, Amadeu apresentou a proposta, no \u00faltimo m\u00eas de abril, \u00e0 Secretaria de Cultura do Estado. \u201cA pandemia trouxe muitas dificuldades e temos priorizado, no momento, garantir condi\u00e7\u00f5es para nossos artistas populares e fazedores de cultura neste momento complicado\u201d, explica.<\/p>\n<div class=\"m-u-relateds m-u-mx-0 m-u-my-2\">\n<div class=\"m-u-p-2\">\n<h2 class=\"m-u-m-0 m-u-line-height-snug m-u-color-gray-600 m-u-text-sans m-u-text-lg\">RELACIONADAS<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"m-u-p-2 m-u-line-height-snug \">\n<div class=\"m-u-width-2by6\">\n<div class=\"m-b-media m-b-media--image m-u-ratio-4by3\"><img decoding=\"async\" class=\"lozad\" src=\"https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/image\/contentid\/policy:1.2103622:1590230201\/Caldeir-o-da-Santa-Cruz-do-Deserto.jpg?f=4x3&amp;h=314&amp;q=0.8&amp;w=420&amp;$p$f$h$q$w=cc9b96a\" alt=\"\" data-src=\"\/image\/contentid\/policy:1.2103622:1590230201\/Caldeir-o-da-Santa-Cruz-do-Deserto.jpg?f=4x3&amp;h=314&amp;q=0.8&amp;w=420&amp;$p$f$h$q$w=cc9b96a\" data-loaded=\"true\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"m-u-width-4by6 m-u-ml-4\">\n<div class=\"m-c-category m-c-category--regiao m-u-text-uppercase \">REGI\u00c3O<\/div>\n<h3 class=\"m-u-text-serif m-u-text-lg m-u-color-inherit m-u-text-md m-u-m-0\">HIST\u00d3RICO CALDEIR\u00c3O DA SANTA CRUZ MOSTRA SINAIS DE ABANDONO<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"m-u-p-2 m-u-line-height-snug \">\n<div class=\"m-u-width-2by6\">\n<div class=\"m-b-media m-b-media--image m-u-ratio-4by3\"><img decoding=\"async\" class=\"lozad\" src=\"https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/image\/contentid\/policy:1.1835315:1590307453\/Image-0-Artigo-2309502-1.jpg?f=4x3&amp;h=314&amp;q=0.8&amp;w=420&amp;$p$f$h$q$w=826129f\" alt=\"\" data-src=\"\/image\/contentid\/policy:1.1835315:1590307453\/Image-0-Artigo-2309502-1.jpg?f=4x3&amp;h=314&amp;q=0.8&amp;w=420&amp;$p$f$h$q$w=826129f\" data-loaded=\"true\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"m-u-width-4by6 m-u-ml-4\">\n<div class=\"m-c-category m-c-category--regiao m-u-text-uppercase \">REGI\u00c3O<\/div>\n<h3 class=\"m-u-text-serif m-u-text-lg m-u-color-inherit m-u-text-md m-u-m-0\">CALDEIR\u00c3O DO DESERTO PODE INTEGRAR O GEOPARK ARARIPE<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>O MASSACRE DO CALDEIR\u00c3O<\/h2>\n<p>A hist\u00f3ria do Caldeir\u00e3o da Santa Cruz do Deserto come\u00e7ou no final do s\u00e9culo XIX, quando o agricultor Jos\u00e9 Louren\u00e7o Gomes da Silva, peregrino paraibano, migrou at\u00e9 Juazeiro do Norte e se\u00a0tornou um\u00a0<strong>beato de confian\u00e7a do Padre C\u00edcero<\/strong>. O sacerdote arrendou uma terra do S\u00edtio Baixa Dantas, em Crato, onde Jos\u00e9 e os flagelados que chegassem ao Cariri pudessem prosperar na agricultura comunit\u00e1ria e na f\u00e9. E assim aconteceu at\u00e9 1926, quando as terras foram vendidas.<\/p>\n<p>Depois disso, o Padre C\u00edcero cedeu uma de suas propriedades na fazenda conhecida como \u201cCaldeir\u00e3o dos Jesu\u00edtas\u201d, local que teria sido esconderijo dos jesu\u00edtas no s\u00e9culo XVIII, onde recome\u00e7am o trabalho comunit\u00e1rio com base na religi\u00e3o. Liderados pelo beato Jos\u00e9 Louren\u00e7o, l\u00e1, a produ\u00e7\u00e3o era dividida igualmente e o excedente era vendido para compra de outros produtos, como rem\u00e9dios e querosene.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>seca de 1932<\/strong>\u00a0\u00e9 lembrada, tanto\u00a0na literatura como na oralidade, como uma das mais perversas que castigou o Nordeste na primeira metade do s\u00e9culo XX.\u00a0Foi esse fen\u00f4meno de escassez de \u00e1gua e alimento<strong>\u00a0impulsionou o crescimento do Caldeir\u00e3o da Santa Cruz<\/strong>\u00a0do Deserto, que chegou a receber 1.700 pessoas.<\/p>\n<p>Temendo que a comunidade se tornasse um\u00a0<strong>movimento messi\u00e2nico<\/strong>, o Governo Federal, ordenou, em setembro de 1936, a primeira invas\u00e3o \u00e0 comunidade, que foi dispersada\u00a0por for\u00e7as policiais. Em 11 de maio de 1937, dessa vez foram\u00a0as For\u00e7as Armadas, que bombardearam e destru\u00edram a comunidade.\u00a0Nove anos depois\u00a0do epis\u00f3dio,\u00a0Jos\u00e9 Louren\u00e7o\u00a0morreria em Exu, v\u00edtima da peste bub\u00f4nica.<\/p>\n<blockquote class=\"blockquote m-u-py-4 m-u-px-2 m-u-text-2xl m-u-text-sans m-u-display-flex m-u-direction-col m-u-text-center\">\n<div class=\"m-u-text-bold color-accent m-u-text-6xl m-u-line-height-none\"><\/div>\n<div class=\"blockquote__text m-u-color-gray-600\">\u201cFoi uma experi\u00eancia importante te como enfrentar as dificuldades da seca, do Semi\u00e1rido e\u00a0de forma coletiva, partilhada\u201d, exalta o secret\u00e1rio de Cultura do Crato, Amadeu de Freitas.\u00a0\u201cO Caldeir\u00e3o foi massacrado por pura ignor\u00e2ncia, mas \u00e9 uma refer\u00eancia de como a sociedade pode ser organizar de forma diferente\u201d, completa.<\/p>\n<div class=\"m-u-mt-3\">\n<div class=\"m-u-text-xl m-u-text-bold color-accent m-u-line-height-none m-u-text-uppercase\"><\/div>\n<div class=\"m-u-text-lg m-u-line-height-none m-u-mt-2\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<p>Em setembro, a comunidade recebe milhares de visitantes na chamada\u00a0<strong>Romaria da Santa Cruz do Deserto<\/strong>. Sua 20\u00aa e \u00faltima edi\u00e7\u00e3o aberta ao p\u00fablico, em 2019, reuniu cerca de 3 mil pessoas. O evento foi criado por entidades eclesiais de base, pensando em resgatar a hist\u00f3ria de uma comunidade \u201cde certa forma abafada\u201d, confessou o padre Vileci Vidal, um dos idealizadores.<\/p>\n<figure>\n<div class=\"m-b-media m-b-media--image\"><img decoding=\"async\" class=\"lozad\" src=\"https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/image\/contentid\/policy:1.3084056:1620677615\/Romaria%20do%20Caldeir%C3%A3o%20-%20FOTO%20ANTONIO%20RODRIGUES%20(1).JPG?f=default&amp;$p$f=9845ba0\" alt=\"foto romaria\" data-src=\"\/image\/contentid\/policy:1.3084056:1620677615\/Romaria%20do%20Caldeir%C3%A3o%20-%20FOTO%20ANTONIO%20RODRIGUES%20(1).JPG?f=default&amp;$p$f=9845ba0\" data-loaded=\"true\" \/><\/div><figcaption class=\"m-u-text-sans m-u-mt-2 m-u-px-3 m-u-text-sm m-u-line-height-tight m-u-color-gray-600\">\n<div class=\"m-u-mb-1\"><span class=\"m-u-text-bold\">Legenda:\u00a0<\/span>A 20\u00aa Romaria da Santa Cruz do Deserto, em 2019, reuniu cerca de 3 mil pessoas<\/div>\n<div class=\"m-u-mt-1\"><span class=\"m-u-text-bold\">Foto:\u00a0<\/span>Antonio Rodrigues<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>O sacerdote acredita que \u00e9 necess\u00e1rio, al\u00e9m do memorial, a cria\u00e7\u00e3o de projetos que sejam convenientes com as comunidades \u201ce sejam uma express\u00e3o daquilo que foi o Caldeir\u00e3o\u201d, adverte Vileci. Ele enumera que j\u00e1 houve outras iniciativas da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, mas que n\u00e3o tiveram continuidade com o passar das gest\u00f5es. \u201cHouve at\u00e9 uma tentativa da Universidade Federal do Cariri administrar o espa\u00e7o para ser uma \u00e1rea de pesquisa e fomento de experi\u00eancias agroecol\u00f3gicas e isso tem tido dificuldade\u201d, pontua.<\/p>\n<p>Mesmo assim, elogia a inten\u00e7\u00e3o de criar o memorial\u00a0para valoriza\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia que foi o Caldeir\u00e3o da Santa Cruz. \u201cEssa comunidade tem uma for\u00e7a de v\u00ednculo\u00a0pela f\u00e9, que vai determinando o hist\u00f3rico, no sentido\u00a0produ\u00e7\u00e3o de grande escala e organiza\u00e7\u00e3o que se d\u00e1 na conviv\u00eancia em comunidade. Essa hist\u00f3ria n\u00e3o pode morrer\u201d, finaliza Vileci.<\/p>\n<h2>CRIA\u00c7\u00c3O DE UNIDADE DE CONSERVA\u00c7\u00c3O ESTAGNOU<\/h2>\n<p>H\u00e1 alguns anos, o poder p\u00fablico e pesquisadores discutem transformar o Caldeir\u00e3o da Santa Cruz do Deserto, em uma Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o\u00a0(UC)\u00a0e, futuramente, em um\u00a0<strong>geoss\u00edtio<\/strong>\u00a0que\u00a0<a href=\"http:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/cadernos\/regional\/caldeirao-do-deserto-pode-integrar-o-geopark-araripe-1.1835316\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">integre o\u00a0Geopark\u00a0Araripe<\/a>. Seu tombamento nacional tamb\u00e9m\u00a0j\u00e1 foi\u00a0pensado.\u00a0A primeira iniciativa aconteceu em outubro de 2017, com a realiza\u00e7\u00e3o do\u00a0semin\u00e1rio \u201cCaldeir\u00e3o da Santa Cruz do Deserto: uma constru\u00e7\u00e3o coletiva\u201d,\u00a0que contou com a presen\u00e7a\u00a0do secret\u00e1rio de Meio Ambiente do Cear\u00e1, Artur Bruno.<\/p>\n<p>O primeiro passo foi a\u00a0conclus\u00e3o\u00a0do\u00a0georreferenciamento, realizado pela Secretaria\u00a0de Meio Ambiente e Desenvolvimento Territorial de\u00a0Crato\u00a0(SEMADT), conclu\u00eddo em 2018. O atual titular da pasta,\u00a0Stephenson Ramalho, que assumiu a gest\u00e3o no in\u00edcio deste ano, conta que est\u00e1 retomando a discuss\u00e3o junto com o conselho e a cria\u00e7\u00e3o da UC est\u00e1 no planejamento.<\/p>\n<p>Uma das coisas que facilita este trabalho \u00e9 que a \u00e1rea, composta por cerca de 70 hectares, pertence \u00e0 Prefeitura de Crato. O principal empecilho, hoje, \u00e9 o tipo de unidade que ser\u00e1 criada.\u00a0A tend\u00eancia \u00e9 que o Caldeir\u00e3o se torne um Monumento Natural de Interesse Cultural e Ambiental, classifica\u00e7\u00e3o destinada para\u00a0a preserva\u00e7\u00e3o de lugares singulares, raros e de grande beleza c\u00eanica, permitindo diversas atividades de visita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cCom a pandemia e a demanda reprimida, ainda n\u00e3o conseguimos avan\u00e7ar. Uma das nossas preocupa\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 criar, mas manter. \u00c9 que sejam sustent\u00e1veis financeiramente. S\u00f3 criar \u00e9 arriscado e pode causar conflitos locais. Precisamos retomar o di\u00e1logo com a popula\u00e7\u00e3o e trazer algo bom para quem se mant\u00e9m l\u00e1\u201d, acredita Ramalho.<\/p>\n<p>J\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o do novo\u00a0geoss\u00edtio, que seria dentro de uma parcela destes 70 hectares, tamb\u00e9m estagnou. De avan\u00e7o, teve a conclus\u00e3o do invent\u00e1rio geol\u00f3gico, exigido pela\u00a0Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Educa\u00e7\u00e3o Ci\u00eancia e Cultura (Unesco).\u00a0\u201cO levantamento inicial feito pela Prefeitura n\u00e3o atendeu as necessidades do projeto de cria\u00e7\u00e3o. Falta fechar o per\u00edmetro e um trabalho de altimetria. Solicitamos que fosse complementado. O Munic\u00edpio se mostrou empenhado\u201d, detalha Nivaldo\u00a0Soares, diretor-executivo do\u00a0Geopark\u00a0Araripe.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o do\u00a0geoss\u00edtio\u00a0s\u00f3 se dar\u00e1 ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o da UC, que d\u00e1 maiores garantia de conserva\u00e7\u00e3o aquele espa\u00e7o. A URCA tem apoiado o trabalho de diagn\u00f3stico e elabora\u00e7\u00e3o dos relat\u00f3rios\u00a0exigidos. \u201cQuando veio a pandemia, a coisa parou total. Para a gente, \u00e9 interessante a UC. Espero que haja uma retomada para estar com o projeto todo pronto. Faltam ainda esses detalhes do mapa\u201d, acrescenta.<\/p>\n<\/div>\n<p>Fonte: Di\u00e1rio do Nordeste<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Espa\u00e7o preservar\u00e1 a hist\u00f3ria da comunidade que foi, h\u00e1 84 anos, bombardeada pelas For\u00e7as Armadas. 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