Geoconservação

Por Rafael Celestino Soares

O  que é?

Quando mencionamos a palavra geoconservação, estamos falando em assegurar a salvaguarda do nosso geopatrimônio. Esses valores geopatrimoniais são identificados com base nos critérios que definem a Geodiversidade. Mas… o que seria essa tal de geodiversidade, afinal?

Certamente, você já ouviu falar em biodiversidade, e na importância desse conceito para a proteção daquilo que é vida no nosso planeta – flora e fauna, destacando a variedade existente dessas formas de vida nos mais diversos meios. Da mesma forma, Geodiversidade é um conceito que agrega valor aos elementos abióticos, aqueles que não estão diretamente associados à vida, mas que ajudam a promovê-la. As rochas, os minerais, os fósseis, os solos, os relevos, as águas, tudo isso contribui para que a vida ocorra e se desenvolva, sendo assim igualmente importantes! A geodiversidade reforça o pensamento de que os sistemas de paisagem são sistemas vivos como um todo, dinâmicos, e é nessa visão holística que podemos melhor contribuir com o meio ambiente.

Você pode estar pensando agora: “humm… entendi! Então a geoconservação é uma proposta de preservação”.

Opa! Ainda não é isso! Geoconservação não implica em preservação, mas sim em conservação, como o próprio nome diz. Existe uma diferença conceitual interessante entre preservar e conservar. Enquanto na preservação nós garantimos a integridade do patrimônio certificando que este ficará intocável, e isolado, na conservação a ideia é garantir os cuidados com esse patrimônio, porém utilizando-o de maneira racional e sustentável. E isso sim é o que a Geoconservação propõe. Juntamente com outros aspectos, ela é essencial para o funcionamento de um programa de geoparque (Figura  1ABC).

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